Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana: Posicionamento oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva

  A prática de exercício melhora a capacidade funcional e reduz os sintomas clínicos em pacientes com Doença Arterial Coronariana. Entretanto, esses pacientes apresentam maior risco de complicações cardiovasculares durante o exercício; portanto, medidas adequadas de segurança devem ser empregadas para diminuir esses riscos.

 

Recomendações

Avaliação

  A avaliação inicial é dirigida ao estado cardiovascular do paciente, assim como o estado clínico e ortopédico. Avaliação posterior, se clinicamente indicada, é direcionada a definir qualquer anormalidade patofisiológica, incluindo disfunção ventricular esquerda, isquemia do miocárdio ou arritmias. As anormalidades identificadas podem ser tratadas clinicamente ou cirurgicamente anteriormente ao início do programa de exercício.

A prescrição de exercício, especialmente em termos de intensidade de exercício e grau de monitoramento e supervisão, também é baseada na avaliação clínica inicial e na avaliação do exercício.

 

Prescrição do Exercício

  O exercício para o paciente coronariopata inclui atividades realizadas em programas de exercício de supervisão formal, assim como atividades físicas diárias. Por isso, atividades diárias gerais são encorajadas em adição às sessões formais de exercício. O programa de exercícios para os pacientes com doença coronariana é baseado na prescrição tradicional para o desenvolvimento do efeito do treino em pessoas saudáveis. Porém, é modificado como indicado pela condição cardiovascular e estado clínico geral do paciente. Isso envolve um adequado programa individual de exercícios com respeito ao modo, frequência, duração, intensidade e progressão do exercício.

 

Risco do Exercício

  A maioria das complicações cardiovasculares durante o exercício em pacientes com doença arterial coronariana é infarto agudo do miocárdio, parada cardíaca, e morte súbita. A incidência estimada de complicações cardiovasculares em programas de reabilitação cardíaca supervisionado é: 1 infarto do miocárdio a cada 294.000 pacientes/hora, 1 parada cardíaca por 112.000 pacientes/hora, e 1 morte súbita por 784.000 pacientes/hora. Mais de 80% dos pacientes que sofrem parada cardíaca (primariamente devido a fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular) em programa de reabilitação cardíaca supervisionada são ressuscitados com sucesso com desfibrilação imediata.

 

  É consenso do Colégio Americano de Medicina Esportiva que a maioria dos pacientes com doença arterial coronariana deva se engajar em programas individuais de exercício para atingir saúde emocional e física adequadas. É recomendado que os programas incluam uma compreensiva avaliação médica pré-exercício, incluindo teste graduado e uma prescrição individualizada. Programas de exercício apropriados para pacientes com Doença Coronariana possuem múltiplos benefícios documentados, que podem ser alcançados com o alto grau de segurança. Estes benefícios incluem capacidade funcional aumentada; redução dos sintomas de isquemia do miocárdio, e subsequente mortalidade da Doença Coronária; melhora no perfil lipídico sanguíneo, controle do peso e da hipertensão; e, em pacientes diabéticos, tolerância à glicose. Além disso, melhoras na perfusão do miocárdio, abandono do hábito de fumar e funcionamento psicológico podem também ocorrer.

  O Colégio Americano de Medicina do Esporte apresenta investigações originais, estudos clínicos e revisões abrangentes sobre tópicos atuais em medicina esportiva e ciência do exercício. Com este jornal multidisciplinar líder, fisiologistas do exercício, fisiatras, fisioterapeutas, médicos de equipe e professores de educação física podem obter uma troca vital de informações de ciência básica e aplicada, medicina, educação e campos de saúde relacionados.

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